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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Projeto final

Projeto Final

Tec Bio

Grupo: Biologia Molecular
Tema: Organismos Transgênicos
Líder:Dhiego

Componentes:Kamila Pet.
                      Dhiego Ita.
                      Gabriel Ita.
                      Graziele Pir.
                      Stephanie Ang.
                      Evelyn Ang.


         O nosso projeto final é um blog que fala sobre os organismos transgênicos , espero que gostem!!!


Materiais e Objetivos de aprendizagem: No nosso blog foi postado ferramentas como fóruns , enquetes , uma opção para os alunos participantes também postarem seus arquivos , vídeos , reportagens atuais e muito mais , onde tudo isso é para que os alunos possam se sentir importantes no processo ensino-aprendizagem , e também possam dar as suas contribuições com participações e comentários interativos.

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Ferramentas Web 2.0:As ferramentas Web 2.0 que foram utilizadas são: fóruns , vídeos , enquetes , reportagens atuais , imagens e o próprio blog , onde estas irão mostrar aos alunos o nosso tema sobre inúmeros aspectos , facilitando e deixando mais interessante o processo ensino-aprendizado.Dessa forma , os alunos também poderão contribuir com suas postagens , ajudando-os a construir o seu conhecimento.

Objeto de Aprendizagem:O objeto de aprendizagem criado pelo nosso grupo é uma reportagem de nossa autoria , tendo como base o nosso banco de dados , e tem o nome: Transgênicos , hoje em dia...

Atividades educativas:A nossa atividade educativa está postada no blog , e é a mesma que compôs a nossa Ad-7.


Transgênicos , hoje em dia...

Transgênicos , hoje em dia...
Tec Bio


Grupo: Biologia Molecular
Tema: Organismos Transgênicos
Líder:Dhiego

Componentes:Kamila Pet.
                      Dhiego Ita.
                      Gabriel Ita.
                      Graziele Pir.
                      Stephanie Ang.
                      Evelyn Ang.


         Como sabemos , os organismos transgênicos ou geneticamente modificados são formados , através de técnicas de engenharia genética , que utiliza materiais genéticos de organismos distintos.Essas técnicas buscam indivíduos com características novas ou melhoradas , como por exemplo , a resistência de plantas a alguns tipos de herbicidas.As manipulações feitas normalmente nunca aconteceriam na natureza , onde características de determinados organismos são recombinadas.
         Na maioria , a utilização dos transgênicos se dá em produtos de interesse comercial como em alimentos , onde assim estes podem alcançar um maior tamanho ou para ganharem uma resistência maior a pragas e pesticidas.
         Hoje em dia , vemos que o cultivo de transgênicos está aumentando muito com cerca de 13% ao ano , onde os principais produtores são países como Estados Unidos e Canadá.Devido a isso , um imenso debate está se formando , quanto a liberação ou não desses organismos no mercado , tendo o Japão como principal país discordante dessa idéia , enquanto os Estados Unidos é o principal país a favor.
         Bom , mas ainda não podemos tomar uma decisão certa sobre essa história , pois várias coisas estão muito obscuras.Há várias entidades que são contra os transgênicos como o Greenpeace , pelo fato de haver todo esse desconhecimento , de como estes organismos vão se comportar na natureza.Agora há também entidades que são a favor da transgenia , acreditando estas que irão acabar com a fome no mundo.
         Mas agora não podemos ainda dizer nada , assim devemos esperar que os pesquisadores possam descobrir mais coisas a respeito , então o que podemos fazer por enquanto é esperar...
          




Transgênicos: vilões ou mocinhos?

Transgênicos: vilões ou mocinhos?

Melhoramento genético e seleção artificial
Há séculos o homem utiliza a prática de melhoramento genético para aperfeiçoar espécies animais e vegetais de interesse.

Tudo começou quando o homem passou a realizar cruzamentos, seguidos de seleção artificial, das variedades que mais lhe interessavam. Esse procedimento originou inúmeras raças de animais e variedades vegetais que, hoje, fazem parte de nosso dia-a-dia. Cavalos e jumentos são cruzados para produzir híbridos – mulas e burros – utilizados para serviços de tração; o gado leiteiro e o de corte são hoje muito mais produtivos que os de antigamente; plantas como milho, feijão e soja produzem atualmente grãos de excelente valor nutritivo.
Para preservar as qualidades das inúmeras variedades vegetais obtidas em cruzamentos, o homem aprendeu a fazer a propagação vegetativa, processo executado principalmente pelo plantio de pedaços de caule (estaquia) ou de enxertos (enxertia) das plantas de boa qualidade.

Esse tipo de reprodução assexuada forma clones das plantas com melhores características.
Bons exemplos desse processo são a estaquia, atualmente praticada pelo Instituto Florestal de São Paulo, de pedaços de galho de eucalipto na propagação de variedades produtoras de madeira de excelente qualidade para a construção de casas, e a enxertia de inúmeras variedades de laranja, entre elas a laranja-da-baía, também conhecida como laranja-de-umbigo.
Vimos que, desde os tempos antigos, o homem aprendeu, por meio da observação e da experimentação, a praticar o melhoramento de espécies animais e vegetais que apresentam algum interesse econômico, alimentar ou medicinal. Essas bases deram início a uma tecnologia conhecida como biotecnologia, que pode ser definida como um conjunto de técnicas que utilizam organismos vivos ou partes deles para a produção de produtos ou processos para usos específicos. Analisando a definição, podemos pensar que a biotecnologia já é praticada pelo homem a milhares de anos, quando ele aprendeu a utilizar, por exemplo, microorganismos fermentadores para a produção de pães, iogurtes e vinhos.
Depois do conhecimento da estrutura do DNA, na década de 1950, e do entendimento do seu processo de duplicação e da sua participação na produção de proteínas, surgiu uma vertente da biotecnologia conhecida como engenharia genética, que, por meio de técnicas de manipulação do DNA, permite a seleção e modificação de organismos vivos, com a finalidade de obter produtos úteis ao homem e ao meio ambiente.
A manipulação dos genes

Com a elucidação da estrutura da molécula de DNA por Watson e Crick, em 1953, e o reconhecimento de que ela era o principal constituinte dos genes, o grande desafio para os cientistas consistia em fazer uma análise detalhada da sua composição nos diversos seres vivos. Sabia-se, também, que as bases nitrogenadas adenina, timina, citosina e guanina, componentes dos nucleotídeos, guardavam relação com o processo do código genético que comandava a produção de proteínas. Mas, várias dúvidas ainda perturbavam os cientistas: onde começa e onde termina um gene? Qual a sua seqüência de nucleotídeos? Quantos genes existem em cada espécie de ser vivo?
A procura por respostas a essas perguntas gerou um intenso trabalho de pesquisa e originou um dos ramos mais promissores e espetaculares da biologia atual: a engenharia genética.

A manipulação dos genes decorrente das pesquisas, conduziu à necessidade de compreender o significado de novos conceitos relacionados a essa área.
Entre esses conceitos estão os de enzima de restrição, sítios alvo, eletroforense em gel, tecnologia do DNA recombinante, técnica do PCR, biblioteca de DNA, sondas, fingerprint etc. Uma pergunta que você poderia fazer é: porque devo conhecer todos esses conceitos e qual a utilidade deles para a minha vida? Porque para você ter uma opinião sobre transgênicos, pesquisa de paternidade, produção de medicamentos e vacinas e terapia gênica, deve saber sobre o que está falando. Todos nós esperamos que as pesquisas contribuam para a melhoria do bem estar da humanidade e por isso temos que conhecer a principais técnica utilizadas por ela para poder julgá-las justamente.



Transgênicos podem ser benéficos
Os alimentos transgênicos trazem benefícios à saúde humana e ao ambiente. Quem afirma é o biólogo e professor do Departamento de Genética e pesquisador do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcelo Menossi, que participou em Curitiba, do lançamento da revista Nutrição e Saúde. A publicação vai levar a discussão para outros seis estados. Segundo Menossi, o melhoramento genético já é desenvolvido há muitos anos em todo o mundo e surgiu com o cruzamento de espécies para a obtenção de plantas mais produtivas e resistentes a doenças. O que se faz com os alimentos transgênicos, explica o pesquisador, é manipular o gene de determinadas culturas para se obter resultados parecidos e até melhores que os cruzamentos. Segundo ele, as afirmações de que os alimentos geneticamente modificados causam danos à saúde não procedem, "pois eles são igualmente seguros como os alimentos convencionais". Ele garantiu que a rejeição na Europa surgiu quando os organismos de segurança daquele país não conseguiam explicar o aparecimento da doença que atingiu os rebanhos, chamada de vaca-louca, e a explosão de casos de HIV/aids. "Mas nos EUA os produtos transgênicos são consumidos desde 1994 e até hoje não há registro de casos de alergia ou qualquer outra doença", afirmou. Ele disse ainda que setores de peso na comunidade científica, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial da Saúde para a Agricultura e Alimentação (FAO) tem manifestado apoio ao uso racional dos transgênicos. Até mesmo os projetos como o da soja Roundup ready – que é obtida com um gene de bactéria resistente ao herbicida Roundup –, desenvolvida pela multinacional Monsanto, também não apresentaram danos à saúde dos consumidores. "O que existe é uma desinformação à população, e por isso essa resistência", disse. O pesquisador afirma que os produtos transgênicos podem diminuir impactos negativos no ambiente, principalmente no tocante ao uso de produtos químicos. Na China, citou Menossi, a utilização de algodão resistente reduziu, nos anos de 1999 a 2000, em 125 mil toneladas o uso de inseticidas. Porém o pesquisador alerta que antes de adotar a tecnologia é preciso avaliar o contexto de cada país. "Existem espécies que podem sofrer alterações com o cruzamento, e por isso é importante continuar investindo em pesquisas", finalizou.
ONU respalda uso de transgênicos no combate à fome
A biotecnologia representa grande esperança para agricultores de países em desenvolvimento, mas, até agora, apenas algumas dessas nações estão desfrutando de seus benefícios A análise está no relatório anual da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) da ONU, divulgado nesta segunda-feira. Numa clara defesa da adoção de alimentos transgênicos como uma das formas de combate à fome mundial, a FAO alerta para o fato de que cultivos considerados essenciais sobretudo nos países mais pobres - como mandioca, batata e trigo - vêm sendo negligenciados por cientistas. O documento lembra que o mundo terá 2 bilhões de pessoas a mais para alimentar até 2030 e que a biotecnologia pode ajudar a enfrentar tal desafio.

'Nem o setor público nem o privado investem significativamente em novas tecnologias genéticas para os chamados 'cultivares órfãos', como o sorgo e o painço, essenciais para os povos mais pobres do planeta', afirmou o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf.

'Transgênicos são seguros', diz documento

A posição da FAO vai de encontro às teses mais difundidas, segundo as quais o problema da fome não está relacionado à escassez de alimentos, mas sim à má distribuição. O documento frisa que o grande desafio da biotecnologia é desenvolver técnicas que combinem o aumento da produção, a redução dos custos, a proteção do meio ambiente e, ainda, garantam a segurança alimentar.

Embora o documento sustente que a biotecnologia não se restringe aos transgênicos, o texto cita o que considera organismos geneticamente modificados bem-sucedidos:

'Exemplos são encontrados em variedades de arroz e canola que contêm consideráveis quantidades de betacaroteno. Esse precursor da vitamina A está presente em poucos itens da dieta de muitas pessoas, particularmente nos países em desenvolvimento, onde poderia ajudar a reduzir deficiências crônicas de vitamina A.'

Segundo o texto, a pesquisa agrícola pode tirar pessoas da pobreza, ao aumentar os lucros e reduzir o preço dos alimentos. Dados da FAO revelam que mais de 70% das pessoas mais pobres do mundo vivem em áreas rurais e dependem diretamente da agricultura para sua sobrevivência. O relatório foi divulgado menos de uma semana depois de a Monsanto ter desistido do lançamento de um trigo transgênico, sob a alegação de que não havia aceitação por parte dos consumidores.

Mas o documento da FAO sustenta que, embora muitos europeus se oponham aos organismos geneticamente modificados, o mesmo não corre entre os consumidores dos países em desenvolvimento.Embora frise que pouco se conhece sobre os efeitos a longo-prazo da ingestão de transgênicos, o texto sustenta que 'os cientistas em geral concordam que os atuais cultivos transgênicos e os alimentos derivados deles são seguros para comer'.

Vantagens e perigos

Benefícios potenciais dos transgênicos

O aumento da produtividade é um dos maiores benefícios já constatados dos transgênicos. Cultivos modificados geneticamente para serem resistentes a herbicidas e pragas já estão sendo plantados em diversos países.

A redução do impacto ambiental de plantios que demandam menos agrotóxicos também é apontada como uma grande vantagem, bem como a adaptação de cultivos a diferentes condições ambientais.Para os especialistas, um dos maiores benefícios dos transgênicos seria o aumento dos valores nutricionais de diversos alimentos, caso do arroz enriquecido com vitamina A.

Riscos em potencial

O controle dos cultivos transgênicos ainda não é totalmente eficiente, segundo a ONU. Um milho geneticamente modificado destinado a consumo animal, por exemplo, foi encontrado em alimentos para humanos em 2000.  A transferência de substâncias passíveis de causar alergias em humanos é outra preocupação dos cientistas.

Plantas geneticamente modificadas podem ter efeitos não desejados também para o produtor, como retirar mais recursos do solo do que o normal ou demandar mais água. Teme-se ainda que organismos transgênicos possam levar à redução de populações naturais, causando desequilíbrio.

Vegetais com ômega 3 e 6

Cientistas da Universidade de Bristol, Grã-Bretanha, desenvolveram planta transgênica capaz de produzir os óleos ômega 3 e 6, considerados benéficos ao coração e normalmente encontrados apenas em peixes de águas mais frias, como o salmão e o atum.

Para os pesquisadores, o estudo pode levar a uma nova geração de alimentos especialmente criados para reduzir o risco de doenças cardíacas, entre outros problemas de saúde.  O estudo, publicado na 'Nature Biotechnology', lembra ainda que, com a redução dos estoques naturais de peixes, a produção desses óleos em outros organismos pode ser essencial para a alimentação humana. Segundo os cientistas, os genes utilizados para induzir a produção dos óleos podem, em tese, ser usados em diversos vegetais, normalmente consumidos pelo homem.
(O Globo, 18/5/2004)

Ad7 - Tec Bio

Ad – 7
Tec – Bio

Grupo: Biologia Molecular
Tema: Organismos Transgênicos
Líder:Dhiego

Componentes:Kamila Pet.
                      Dhiego Ita.
                      Gabriel Ita.
                      Graziele Pir.
                      Stephanie Ang.
                      Evelyn Ang.


Atividade:Debate sobre a utilização ou não , dos transgênicos

Introdução:
            A nossa atividade vai procurar ser bem real , onde iremos elaborar um debate sobre a utilização ou não , dos organismos geneticamente modificados.Explicitando as suas principais vantagens e desvantagens , colocando estas em pauta nas nossas discussões , e analisando possíveis soluções para os nossos problemas.
           
Objetivos:
        Colocar os nossos alunos em meio a uma situação problemática sobre o nosso tema , para que eles possam se sentir motivados com a aula e que através da orientação do professor , eles possam participar ativamente na construção de seu  conhecimento.
Metodologia:
        A situação será a seguinte: a nossa presidente Dilma Russef está com dúvidas sobre a utilização ou não , em larga escala dos transgênicos no Brasil.Assim ela quer a orientação de seus conselheiros , onde a turma será dividida em 2 grupos: um estará encarregado de falar pra nossa presidente sobre as vantagens dos transgênicos , e o outro , se encarregará de ser contra a transgenia.
            Dessa forma , cada grupo deverá coletar arquivos e fontes da internet sobre o seu tópico , assim será iniciado uma discussão parecida com essas que acontecem no plenário , sobre os transgênicos.Assim , o professor que fará o papel de nossa presidente , orientará a discussão ; onde cada grupo terá que se reunir e apresentar a defesa de seu tópico , utilizando os seus principais argumentos para se convencer a presidente em liberar ou não , os transgênicos no Brasil.
            Feito isso , a nossa presidente escolherá o grupo que a convenceu melhor , que no caso será o professor , ou seja , se ela irá ou não , fazer a liberação dos transgênicos no Brasil.Em seguida , a turma inteira tentará formular soluções e idéias que serão úteis para a nossa presidente implantar no nosso país , tendo com base a decisão dela , de aceitar ou não , os transgênicos.
           

Conclusão:
            Podemos observar que essa atividade é bem complexa , mas que vai instigar o sentido investigativo e decisivo dos alunos , tornando assim a aula muito mais interessante.Então , o uso dessa situação problema  como fonte de aprendizagem , também irá ajudar os alunos a construir o seu conhecimento e a aplicar este , em decisões importantes nas  suas vidas.
            Assim essa atividade ainda irá quebrar um pouco do método de ensino tradicional , onde o aluno é passivo no processo ensino-aprendizagem , tornando este um participador ativo da aula , fazendo com que suas decisões , opiniões e soluções tenham grande importância na nossa aula.
            O professor também terá um importante papel nessa aula , pois terá que direcionar e orientar os alunos ao longo de toda atividade.
             Com tudo isso , vemos que se realizada da maneira correta  esta aula pode ser um ótimo exemplo de metodologia ativa , onde os alunos com certeza acharão essa aula muito interessante e interativa , quebrando um pouco da “mesmice” do ensino tradicional.

Pré-projeto final

Pré-projeto Final
Tec-Bio

Grupo: Biologia Molecular
Tema: Organismos Transgênicos
Líder:Dhiego

Componentes:Kamila Pet.
                      Dhiego Ita.
                      Gabriel Ita.
                      Graziele Pir.
                      Stephanie Ang.
                      Evelyn Ang.
           
1)    O objetivo principal de se criar esse produto educacional na área previamente escolhida:

Bom podemos começar dizendo , que o nosso grupo estará elaborando um blog  para o nosso projeto final , que terá como tema: Organismos Transgênicos.Nós escolhemos a ferramenta blog , pois nós queremos que o nosso projeto final se torne um AVA ( Ambiente Virtual de Aprendizagem ) , onde neste conterá  várias ferramentas interativas como fóruns para discussão , vídeos , reportagens , arquivos atuais sobre o nosso tema , imagens e curiosidades.E foi escolhido esse tema , pois é um tema bem atual que está em pauta nos dias de hoje , tendo até várias discussões no mundo todo sobre esses organismos transgênicos , e também pelo fato , de os alunos escutarem tanto a falar nos jornais e revistas.
Sendo assim , o nosso objetivo principal de se criar esse produto educacional nessa área , é de cada vez mais , trazer o aluno para mais perto do professor , tornar essa relação mais interativa e frutuosa.E nada melhor para incrementar essa relação , do que termos um tema atual e que está gerando uma série de discussões principalmente , no nosso país , que é o caso dos transgênicos.
Dessa forma , nós estaremos unindo um tema polêmico , um ambiente interativo e os alunos para complementarem essa mistura. 

2)   sua relevância e utilidade:

Bom , a relevância e a utilidade do nosso blog , como já foi dito , é para trazer o aluno cada vez mais pra perto do professor , fazendo com que o aluno possa também inserir a sua participação no nosso trabalho , seja através de uma opinião em um fórum ou em um comentário de um texto , o que importa é que esses alunos se sintam mais ativos no processo de aprendizagem.
Assim , o tema transgênicos que é um assunto muito atual , pode instigar os alunos a também darem a sua opinião e a também participarem , e se sentirem úteis.E sem contar , que este é conteúdo muito interativo , que além de estimular os alunos , ele também vai servir como fonte de pesquisas e como base para a construção do conhecimento.
Com isso , vemos que o nosso blog pode ser um ambiente virtual diferente , que estimula os alunos a aprender de uma forma mais interativa e menos cansativa , do que no modo de aprendizagem tradicional.


3) as ferramentas que serão usadas;

Bom , as ferramentas que serão usadas no nosso projeto final , será como já foi dito , o blog , onde dentro deste haverá outras ferramentas de aprendizagem , como vídeos sobre transgênicos , fóruns com discussões , imagens , textos e reportagens atuais sobre o assunto.Assim essas ferramentas mostrarão aos alunos , o nosso tema sobre diversos aspectos interativos , onde estes também poderão contribuir com esse espaço , fazendo assim com que ajude na construção do conhecimento desses alunos.

4) os resultados que se deseja alcançar com esse produto;

Primeiramente nós queremos que o nosso blog se torne um AVA , ou seja , um Ambiente Virtual de Aprendizagem , para que os alunos possam ter “essa visão” de transgênicos de uma forma menos complicada e mais interativa.Dessa forma , todos alunos e de forma especial , os que sentem dificuldades  em se expressar em público , podem tranquilamente dar a sua opinião participando de fóruns e ainda , podem aprender mais sobre o assunto , que hoje em dia está em alta na mídia.
Nós queremos também que o nosso blog , seja uma forma “gostosa e prática” de se obter conhecimento , onde os alunos possam “aprender brincando e interagindo” sobre o maravilhoso mundo dos transgênicos.
Com isso , vemos que o nosso principal objetivo em criar esse blog , é de unir o ensino tradicional  ao ensino interativo , para que os alunos possam usufruir do melhor dessas 2 partes , fazendo com que a construção do conhecimento ocorra da forma mais proveitosa possível.

5) Escrever uma justificativa de porque acham que este "produto" pode tornar-se um AVA (como estudado na aula 9).

Bom podemos observar , que o nosso projeto final apresenta várias características de um AVA , como um projeto gráfico harmonioso e agradável , um conteúdo adequado ao público , uma linguagem direta e simples , um alto grau de interatividade , entre outros.
Além de também , este tratar de um assunto tão atual na nossa sociedade que é os organismos transgênicos , onde o nosso blog pode esclarecer dúvidas e trabalhar na construção do conhecimento dos alunos de uma forma inovadora e interativa.
Com tudo isso , acreditamos que o nosso projeto final tem o potencial para se tornar um AVA ( Ambiente Virtual de Aprendizagem ) , a medida que os participantes sejam incluídos.



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Sobre os Organismos Transgênicos: uma introdução sobre o estudo acerca da cobertura da revista “Veja”

Sobre os Organismos Transgênicos: uma introdução sobre o estudo acerca da cobertura da revista “Veja”
Por Rodrigo de Oliveira Andrade
Durante os últimos meses, me propus a analisar questões que, de alguma forma, se relacionavam com o jornalismo, ou com a mídia de um modo geral. Bem, hoje não será diferente. No entanto, o texto a seguir tem um algo a mais bem especial: trata-se do meu pré-projeto de conclusão de curso. Nesse sentido, me preocuparei, desta vez, em explicar como será a pesquisa que realizarei no decorrer dos próximos meses. Mas, antes, a contextualizarei, de modo a preparar o leitor para o tema em si.
Sobre os Organismos Transgênicos
Há tempos que o ser humano, ao abandonar sua característica nômade, seleciona os alimentos que lhe são úteis à sobrevivência. Foi a partir desse processo de triagem natural que muitos organismos, fruto de mutações resultantes de cruzamento de espécies, surgiram, dando origem a uma série de alimentos que hoje compõem nossa dieta alimentar. Todavia, foi a partir da década de 1970, quando os pesquisadores estadunidenses Stanley Cohen, da Universidade de Stanford, e Herbert Boyer, da Universidade da Califórnia, reataram trechos do DNA de uma bactéria, depois de terem incluído em sua seqüência um gene de sapo, que tal prática, agora definida como seleção artificial por meio de reestruturação genética, se “popularizou” entre os geneticistas, que passaram a manipular e interferir no código genético de organismos vivos, dando início a era da biotecnologia moderna[1]. Contemporaneamente, no entanto, as manipulações genéticas de plantas e animais resumem-se, majoritariamente, à adição, subtração, substituição e modificação de genes. À esta técnica, atribuímos a terminologia “Transgenia”, definida como ato de recombinação genética que anexa à um organismos genes que, biologicamente, não lhes pertenciam, a fim de produzir em seus descendentes características adicionais às que compunham seu código genético natural. Nesse sentido, entende-se por “Transgene” o gene adicional, e por “Transgênico” o organismo resultante desse processo de reestruturação genética.
A polêmica acerca dos produtos transgênicos, em especial no que se refere à sua aplicação na agricultura, fundamenta-se, principalmente, na falta de informações corretas, baseadas em trabalhos de pesquisa que esclareçam as principais dúvidas do público leigo quanto aos riscos da inserção desses organismos em sua dieta alimentícia. Apesar de haver um forte investimento em estudos, por parte do governo e do setor privado, com vistas à possibilidade de obter novas descobertas de valor científico e econômico, ainda são desconhecidos os caminhos pelos quais o atual modelo de desenvolvimento agrícola seguirá, bem como os efeitos da alteração genética de plantas e alimentos sobre a saúde humana e o meio ambiente. Nesse sentido, se levarmos em consideração o fato de o debate criado em torno das questões da biotecnologia – “ciência multidisciplinar que integra diversas áreas do conhecimento, como a genética, a microbiologia, a bioquímica, a engenharia química e a engenharia genética, de modo a permitir o uso de organismos vivos ou partes destes para produzir ou modificar produtos, alterar geneticamente plantas ou animais e desenvolver microorganismos para fins específicos” (ABREU, 2006) – estar estritamente relacionado a argumentos de natureza científica, técnica, ética, política e, principalmente, econômica, concluiremos que muitas das opiniões, notícias e, até mesmo, pesquisas, que fortalecem o discurso daqueles que defendem a liberação de produtos transgênicos no Brasil e no mundo, escondem interesses alheios aos da população. Exemplo disso é o caso da Food and Drugs Administration (FDA) e da Enviroment Protection Agency (EPA), que, por serem conhecidas pelo rigor de suas análises, deram parecer favorável à produção comercial de produtos transgênicos nos Estados Unidos da América (EUA). No entanto, já começaram a surgir contestações às decisões desses órgãos, uma vez que seus testes teriam sido financiados por corporações econômicas interessadas na comercialização desses produtos.
Historicamente, o primeiro país no mundo a comercializar organismos geneticamente modificadas (OGM) foi a China, no início da década de 1990. Cinco anos mais tarde, em 1995, os EUA concederam à empresa de biotecnologia Calgene Co., de Davis, na Califórnia, parecer favorável à produção comercial de plantas transgênicas. De acordo com Bonetti (2001), além da China e dos EUA, outros países, como a Argentina, Canadá, Austrália, México, Espanha, França e África do Sul, também cultivam plantas transgênicas. Apesar disso, até 1998, a produção de soja transgênica era dominada por apenas quatro países, que respondiam, na época, a 88% da colheita mundial de 154,7 milhões de toneladas de grãos: EUA (47%), Brasil (20%), Argentina (11%) e China (10%) (LEITE, 1999). Segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia, mesmo com as divergências de opiniões sobre a comercialização desses produtos, “a área global de cultivo de transgênicos em 1999 cresceu 44% em relação a 1998, passando de 27,8 para 39,9 milhões de hectares” (BONETTI, 2001, p. 97).
No Brasil, a polêmica em torno dos OGM se instaurou em 1998, quando incorporou-se à pauta de análise da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) um pedido de licença da empresa Monsanto do Brasil Ltda. para o plantio comercial de genótipos desenvolvidos por meio de manipulação genética. Em junho daquele ano, a Monsanto entrou com outro pedido junto à CTNBio, solicitando, desta vez, a liberação, por parte da Comissão, para a comercialização da soja Roundup Ready, variedade resistente ao herbicida Roundup – genericamente conhecido como “glifosato” –, cujo potencial de periculosidade ambiental possui nível III, isto é, perigoso ao meio ambiente. Em 24 de setembro de 1998, apesar de uma liminar obtida pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pela organização ambientalista global Greenpeace, que determinava a interrupção do plantio da soja transgênica, a CTNBio emitiu parecer favorável ao pedido da Monsanto, alegando que a população, do ponto de vista da biossegurança, não tinha o que temer e que outros aspectos de licenciamento ficariam, à partir de então, a critério do Ministério da Agricultura, que aprovou, por sua vez, em junho 1999, o cultivo comercial de cinco variedades transgênicas de soja, desenvolvidas, à época, pela empresa Monsoy Ltda., ligada à Monsanto.
Atualmente, dois grupos, com opiniões distintas, compõem o debate em torno dos OGM. O primeiro apóia-se na tese da necessidade do aumento da produção alimentícia, frente ao crescimento populacional mundial. Para esse grupo, somente uma Revolução Verde, “agora ancorada nas ‘ciências da vida’, na biotecnologia e na engenharia genética, seria capaz de incrementar a produtividade do setor agropecuário e reduzir o custo de seus produtos, tornando-os viáveis ao consumo” (SIQUEIRA; FREIXO; ABREU, 2004), haja vista que aumentaria a produção e a produtividade agrícola. Além disso, outra suposta característica atribuída aos alimentos transgênicos é a de serem mais nutritivos que os convencionais, como o arroz dourado, que teria, de acordo com a reportagem “Transgênicos: faltam pesquisas para avaliar o real risco à saúde”, publicada na Revista Eletrônica de Jornalismo Científico (ComCiência), do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), grandes quantidades de betacaroteno, substância que origina a vitamina “A”. Outros alimentos podem agregar, ainda, genes responsáveis pela produção de hormônios ou substâncias que ajudam a evitar doenças, como o tomate transgênico, que produz flavonóides (um tipo de antioxidante) em grandes quantidades.
Do outro lado, todavia, encontram-se os que pregam os possíveis efeitos da alteração genética de alimentos sobre a saúde humana e o meio ambiente. Dentre os principais riscos da inserção de um ou mais genes no código genético de um organismo estaria a produção de novas proteínas alergênicas e/ou de substâncias que provocam efeitos tóxicos não identificados em testes preliminares. De acordo com um estudo publicado no Journal of Medicinal Food, a soja transgênica, tratada com o herbicida Roundup Ready, apresenta concentrações significativamente menores de fitoestrogênios, o que acaba por comprometer o valor nutricional da soja para aqueles que preferem o consumo da substância, tida como eficaz na proteção contra o câncer de mama e a osteoporose.
O fato é que, nas últimas três décadas, a biotecnologia vem se destacando em dois pontos: 1º Por inserir em nosso cotidiano, a partir da revolução provocada pela engenharia genética de Cohen e Boyer, uma série de produtos biotecnológicos, tanto na área da saúde – como a produção de insulina para diabéticos; de interferons, substâncias usadas no tratamento de câncer e de infecções virais; e de vacinas contra a hepatite “B” –, quanto na do meio-ambiente, sendo utilizada como importante ferramenta no processo de minimização dos problemas ambientais, por meio da transformação microbiana de resíduos e na criação de plásticos biodegradáveis; e 2º Por fomentar a discórdia entre políticos, ambientalistas e empresários, que, focados nos benefícios projetados pelos transgênicos, ignoram as preocupações de outros pesquisadores quanto aos possíveis efeitos dos OGM sobre a saúde humana e o meio ambiente. Tal discrepância fez deste campo multidisciplinar, ao mesmo tempo, um dos mais promissores e polêmicos gêneros de pesquisa do final do século XX.
No entanto, apesar de os métodos de pesquisa tradicionais, utilizados pelos cientistas,  serem, como afirma Burkett (1990), alterados pelas pessoas responsáveis pela emissão de cheques destinados ao desenvolvimento da ciência, isto é, a sociedade, que financia estudos científicos por meio do pagamento de impostos, ainda é inócua a participação popular na tomada de decisões de caráter científico e tecnológico no Brasil:
“Estamos acostumados a confiar as decisões de cunho científico aos especialistas. Entretanto, muitas questões consideradas técnicas envolvem julgamentos de valor. Situações que ameaçam, por exemplo, a segurança do homem e do ambiente não podem ser analisadas apenas sob a perspectiva científica. Correr ou não determinados riscos é uma opção que transcende as fronteiras técnicas e pede um debate mais amplo” (Ivanissevich In BOAS, 2005, p. 24).
Para isso, há de ser de domínio público fundamentos básicos da ciência. No caso dos transgênicos, por exemplo, é de suma importância que o público, para participar do debate acerca da comercialização desses organismos, compreenda, a priori, os conceitos de biotecnologia, DNA, RNA, genes e proteína; a estrutura do código genético, bem como suas bases nitrogenadas; o processo de divisão celular e a técnica do DNA recombinante de Cohen e Boyer. Todavia, segundo Savernini e Vígolo (2007), grande parcela da população mundial não possui uma cultura científica[2] mínima para participar desse debate. Nesse sentido, cabe ao jornalismo, principalmente o científico, o papel de difusor do conhecimento científico entre o grande público, haja vista que, segundo Burkett, a redação científica educa, em vários níveis, adultos, cuja educação formal termina no 2º grau ou na faculdade, e crianças, em relação ao mundo natural que as cerca além de seu ambiente imediato. Assim,
“à medida que os escritores de ciência espalham informações fora do núcleo das disciplinas científicas, a ciência perde alguma precisão e muito do jargão técnico. (…) Logo, a ciência se populariza. (…) Mulheres, homens e crianças, hoje, (…) têm pouco incentivo para mergulharem na prosa indigesta da ciência, que pouco significado oferece às suas vidas cotidianas. Os escritores de ciência provêem o significado para seu público particular. Isso é parte do processo de tradução freqüentemente omitido nos discursos formais e nos trabalhos escritos por cientistas” (BURKETT, 1990, p.8)
Desse modo, tal prática, a do jornalismo científico, cujos objetivos visam despertar o interesse da população pelos processos da ciência, fomentar a discussão sobre política científica, iniciar jovens na área e promover a educação continuada de adultos, tem, portanto, um importante papel na disseminação de conteúdos que subsidiem o leitor em relação ao debate em torno dos alimentos transgênicos, visto que esta tecnologia, hoje, já faz-se presente no cotidiano de milhares de pessoas, no Brasil e no mundo. Em suma, se por um lado a ciência ainda não possui todas as respostas para os OGM, visto que a prática científica exige, como ressalta  Ivanissevich (In BOAS, 2005), um trabalho metódico, de passos lentos, complexos e precisos, por outro, alinha-se a prática jornalística o dever de relatar e explicar sistematicamente os processos científico que tais pesquisadores adotam no decorrer de suas pesquisas e os resultados alcançados no decorrer desse processo.
Percepção Pública da Ciência e Tecnologia
De acordo com Ivanissevich (In BOAS, 2005), conceituadas pesquisas de percepção pública da Ciência e Tecnologia (C&T) realizadas na Europa nos anos de 1990 mostraram que grande parte da população utiliza-se da mídia para se informar quanto a assuntos relacionados à essas duas áreas do conhecimento. No Brasil, uma pesquisa semelhante à essa, realizada em 2006 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), mostrou que 60% dos brasileiros se interessam por temas ligados à medicina e à saúde, sendo que 12% dos entrevistados afirmaram recorrer a revistas e jornais para se informarem sobre ciência e 9% a internet (ANTENOR, 2010).
Em São Paulo, com o objetivo de verificar tal percepção, foi realizada pelo Labjor da Unicamp, entre os anos de 2007 e 2008, uma pesquisa, que constituirá um dos capítulos da terceira edição de “Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado de São Paulo”, a ser publicada pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sobre o nível de interesse da população em relação à C&T em 33 municípios das 14 regiões administrativas do Estado, incluindo a Capital. Ao todo, dos 1.825 entrevistados, 16,3% se declaram “muito interessados” e 47,1% se disseram “interessados” pelo tema de C&T, “que alcançou um índice geral de interesse de 63,4%, à frente de Política (21,1%), Economia e Empresas (43,3%) e Cinema, Arte e Cultura (58,7%)” (ANTENOR, 2010, p.31).
Todavia, apesar dessas pesquisas desmistificarem a máxima que prega o desinteresse público para com temas ligados à C&T, grande parcela da população mundial não entendem a dimensão das últimas descobertas científica e tecnológicas. Isso faz com que o público acabe se tornando vulnerável à discursos de cunho político/econômico/ideológico falseadores da verdade, que, muitas vezes, turvam a clareza do debate e mistificam o tema em questão. Dessa maneira,
“cabe à mídia uma última função: a de possibilitar o debate sobre questões polêmicas, como aborto seletivo, a clonagem de embriões ou a comida geneticamente modificada. Não só, e principalmente, porque a mídia tem uma responsabilidade ética, mas – mais uma vez – porque assuntos desse tipo têm apelo popular e asseguram a audiência e a venda do produto.” (IVANISSEVICH in BOAS, 2005, p. 23).
Objeto de Análise
Foi, em suma, tendo em vista a importância da difusão de informações que proporcionem ao leitor um melhor entendimento sobre a questão dos transgênicos, a fim de que ele possa adentrar no debate em torno da liberação da produção comercial desses organismos, que elaborei meu projeto de conclusão de curso, cujo objetivo consiste em analisar a cobertura do tema “Transgênicos” na revista “Veja” no período de 2003 a 2004 (período em que esses organismos receberam maior destaque na revista), quantificando e qualificando suas matérias a partir de bases de análise já delimitadas.
O projeto se preocupará, num primeiro momento, em delimitar a estrutura conceitual das principais terminologias da genética e da biotecnologia, explorar a evolução das práticas de transgenia, isto é, da divisão e reestruturação do DNA à inserção de genes oriundos de outros organismos em estruturas genéticas de animais, plantas, etc., discorrer, historicamente, sobre os organismos geneticamente modificados no Brasil e no mundo, apresentar os principais argumentos pró e contra os transgênicos, bem como a legislação brasileira relativa à ética e às políticas públicas em torno desses produtos, com base no livro “Lei de Biossegurança – Lei Nº 11.105, de 24.3.2005 – Clonagem e Transgênicos”, de Jair Lot Vieira, e explorar a questão da inserção desses organismos em nossa dieta alimentícia e os riscos que tal prática oferece à saúde humana e o meio ambiente. Em seguida, o estudo apresentará as bases conceituais, técnicas, históricas e éticas acerca dos transgênicos, de modo a explorar a percepção pública em torno desses organismos. A partir daí, relacionarei a polêmica em torno dos organismos geneticamente manipulados com a prática jornalística, reforçando a idéia de ser de domínio público fundamentos básicos da ciência e, principalmente, da biotecnologia. Por fim, uma vez contextualizado, histórica e conceitualmente, os transgênicos e estruturado os principais objetivos do jornalismo científico no processo de fortalecimento da, também estudada, cultura científica, passarei à análise das matérias publicadas na revista “Veja”.
Modéstia à parte, podemos atribuir a este projeto de pesquisa uma importante contribuição social, haja vista que ele debruçar-se-á sobre a análise da cobertura feita por uma das principais publicações brasileiras acerca de um dos temas mais polêmicos da contemporaneidade. Em suma, esse estudo pretende, ao seu término, ter esclarecido, àqueles que, por ventura, vierem a lê-lo, os reais métodos utilizados pela revista “Veja” para transmitir aos seus leitores as informações sobre os organismos transgênicos, de modo a contribuir para o processo de aperfeiçoamento da consciência científica crítica (Cultura Científica) da população, evitando, assim, que ela se torne passiva de manobras políticas e/ou ideológicas.

[1] Stanley Cohen, da Universidade de Stanford, e Herbert Boyer, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, foram os primeiros, de acordo com Leite (2000), a recombinar trechos do DNA de uma bactéria após terem incluídos na seqüência um gene de rã, demonstrando, assim, que o código genético era, de fato, universal. Tal técnica foi intitulada de “DNA recombinante”.
[2] “Bagagem e domínio de noções, informações e conhecimento sobre as ciências que o indivíduo apresenta. Modo de ver e relacionar conceitos, e não apenas com o nível de conhecimento conceitual, isto é, não é a profundidade do que se sabe, mas o que se pensa e se faz com aquilo que se sabe, permitindo (…) o estabelecimento das relações críticas necessárias entre os cidadãos e os valores culturais de seu tempo e sua história. Nesse sentido, cultura científica deve ser tratada como parte da cultura geral de um povo, e que precisa ser popularizada” (SAVERNINI & VÍGOLO, 2007, p.4).